Escolher uma fresadora convencional é uma decisão que impacta diretamente a capacidade produtiva da sua oficina ou indústria. Há modelos para perfis muito diferentes, e entender essa diferença evita compras erradas e desperdício de investimento.
Neste artigo, você vai entender como funciona uma fresadora convencional, quais operações ela executa, os três tipos da linha CLEVER e o que considerar na hora de escolher. Ao final, você terá base técnica suficiente para tomar uma decisão mais segura.
O que é uma fresadora convencional e como ela funciona
A fresadora convencional é uma máquina-ferramenta que remove material da peça por meio da rotação de ferramentas de corte. Os movimentos da mesa são controlados manualmente pelo operador, ao contrário das fresadoras CNC, que operam por programação numérica.
O princípio de funcionamento parte do giro do fuso, que aciona a fresa, enquanto a mesa se desloca nos eixos X, Y e Z. Esse deslocamento define a forma e as dimensões da peça usinada. A precisão do resultado depende tanto da rigidez da máquina quanto da habilidade do operador.
Diferentemente das máquinas CNC, a fresadora convencional não exige programação ou setup digital longo. Isso a torna estratégica para lotes pequenos, peças de reposição e trabalhos variados, situações em que o tempo de configuração do CNC não se justifica.
Quais operações uma fresadora convencional executa?
A versatilidade é um dos pontos fortes desse equipamento. Uma fresadora convencional bem equipada resolve operações que, em outras configurações, exigiriam máquinas distintas.
Entre as principais operações estão o fresamento de superfícies planas, a furação precisa, a abertura de rasgos de chaveta, a usinagem de ranhuras e até o fresamento de engrenagens. Tudo isso em materiais variados: aço, alumínio, bronze, latão, nylon e madeira.
Além disso, dependendo do modelo, é possível realizar usinagens anguladas com o cabeçote inclinado. Em alguns modelos também é possível realizar o giro de mesa, que é bastante util em algumas usinagens. Essa capacidade amplia as possibilidades de trabalho sem a necessidade de dispositivos adicionais ou reposicionamento da peça.
Os tipos de fresadoras convencionais CLEVER
A linha de fresadoras CLEVER reúne três modelos com perfis técnicos distintos. Cada um atende a um tipo de demanda específica. Entender essas diferenças é o primeiro passo para fazer a escolha certa.
Fresadora ferramenteira: cabeçote inclinável para usinagens especializadas
A fresadora ferramenteira CLEVER é indicada para oficinas e ferramentarias que trabalham com peças de maior complexidade. Sua estrutura é projetada para operações que exigem precisão dimensional consistente, como fabricação de moldes, matrizes e peças sob medida.
A principal característica das fresadoras ferramenteiras CLEVER são as inclinações lateral (± 90º) e frontal (± 45º) do cabeçote ferramenteiro. Essas inclinações, ajustados pelo operador manualmente, permitem o fresamento de superfícies inclinadas, sendo um recurso que pode ser essencial para a usinagem de peças mais complexas. Ainda, a fresadora ferramenteira também possibilita realizar o giro do torpedo de ± 160º.
A Figura 1 apresenta um dos modelos de fresadora ferramenteira da CLEVER, destacando suas capacidades de giro, disponível na Róiz Máquinas.

Figura 1 – Fresadora ferramenteira CLEVER, destacando suas capacidades de giro.
A linha está disponível em três modelos — 4VS, 4EVS e 5H-EVS — todos com potência de 5 HP e cone ISO 40. Os modelos 4EVS e 5H-EVS contam com inversor de frequência no fuso, o que permite ajustar a velocidade de corte em uma ampla faixa sem troca de polia. Isso agiliza a operação e amplia a flexibilidade para trabalhar com materiais diferentes.
Os eixos X e Y contam com avanço automático e o eixo Z conta com subida e descida motorizada. A mesa não possui capacidade de giro e admite até 340 kg, e o curso longitudinal chega a 950 mm nos modelos 4VS e 4EVS. Todos os acessórios já estão inclusos de série: sistema de refrigeração, conjunto de pinças, morsa, iluminação articulada e indicador digital de 3 eixos.
O motor de 5 HP juntamente com o peso admissível sobre a mesa de 340 kg indicam a ampla gama de serviços de usinagem que esses modelos abrangem.
A Tabela 1 apresenta as características dos três modelos de fresadoras ferramenteiras disponíveis.
| Característica | 4VS | 4EVS | 5H-EVS |
| Dimensões da mesa (mm) | 254 × 1370 | 254 × 1370 | 305 × 1500 |
| Peso máximo na mesa (kg) | 340 | 340 | 340 |
| Curso eixo X (mm) | 950 | 950 | 910 |
| Velocidade do fuso (rpm) | 70 – 3600 | 0 – 3600 (inversor) | 0 – 3600 (inversor) |
| Potência (HP) | 5 | 5 | 5 |
| Cone do fuso | ISO 40 | ISO 40 | ISO 40 |
Tabela 1 – Características dos três modelos de fresadoras ferramenteiras disponíveis.
Fresadora universal: robustez para produção variada
A fresadora universal CLEVER é a escolha tradicional para oficinas com usinagem convencional mais pesadas. Sua estrutura robusta e operação direta fazem dela uma referência de custo-benefício para trabalhos variados em lotes pequenos. A Figura 2 apresenta a fresadora universal FH-4 da CLEVER.

Figura 2 – Fresadora universal FH-4 da CLEVER.
Na linha CLEVER, ela se posiciona como a opção para quem precisa de uma máquina confiável, de fácil operação e com baixo custo de manutenção. É indicada para fresamento de superfícies, furação, abertura de chavetas e outros trabalhos de rotina em oficinas de reparo e manutenção industrial. A Tabela 2 apresenta as características dos modelos de fresadoras universais disponíveis.
| Característica | FH-4 | FHV-4 |
| Dimensões da mesa (mm) | 360 x 1325 | 500 x 2000 |
| Peso máximo na mesa (kg) | 400 | 1500 |
| Gama de velocidades (rpm) | 70 – 2160 | 30 – 2050 |
| Potência (HP) | 7,5 | 10 |
| Cone do fuso | ISO 40 (Vert.) / ISO 50 (Horiz.) | ISO 50 |
Tabela 2 – Características dos modelos de fresadoras universais disponíveis.
No caso da FH-4, o motor de 7,5 HP juntamente com o peso admissível sobre a mesa de 400 kg, a capacidade de giro da mesa de 45º e o fuso horizontal ISO 50 indicam a capacidade e a robustez do modelo.
Seu destaque técnico está no fuso horizontal ISO 50, voltado para operações como o fresamento de dentes de engrenagens. Além disso, ela conta com um cabeçote vertical ISO 40 removível (Figura 3). Vale ressaltar que, diferentemente da ferramenteira e da combinada, o cabeçote vertical não possui inclinação.
Já o modelo FHV-4 não possui capacidade de giro da mesa, porém, é mais robusto e indicado para usinagem pesada com fusos ISO 50, motor de 10 HP e capacidade de até 1500 kg sobre a mesa.

Figura 3 – Cabeçote vertical da fresadora universal da CLEVER.
Fresadora combinada: versatilidade em um único equipamento
A fresadora combinada CLEVER reúne em um só equipamento os fusos vertical e horizontal, além de cabeçote inclinável na lateral. Essa configuração permite executar operações em ângulos variados sem a necessidade de trocar de máquina ou reposicionar a peça. A Figura 4 apresenta a fresadora combinada da CLEVER.

Figura 4 – Fresadora combinada da CLEVER
Disponível nos modelos VH-1 e VH-3, ambos com cone ISO 40, ela se destaca pelo custo-benefício para oficinas que precisam de versatilidade sem comprometer o espaço físico. O VH-3, modelo maior, suporta até 190 kg na mesa e oferece curso vertical de 380 mm — ideal para peças com maior altura de trabalho.
Os modelos de fresadora combinada são indicados para serviços mais leves. Em comparação com as fresadoras ferramenteiras, as combinadas possuem menor capacidade sobre a mesa e motores de menor potência. Apesar da menor capacidade, os modelos de fresadoras combinadas possuem a capacidade de giro da mesa de 45º.
O indicador digital de 3 eixos, o avanço automático nos eixos X e Y e o eixo Z com subida e descida motorizada fazem parte da entrega padrão. Assim, o operador ganha precisão e agilidade sem depender de acessórios adicionais. A Tabela 3 apresenta as características dos modelos de fresadoras combinadas disponíveis.
| Característica | VH-1 | VH-3 |
| Dimensões da mesa (mm) | 1000 × 240 | 1270 × 280 |
| Peso máximo na mesa (kg) | 80 | 190 |
| Giro da mesa (°) | 40 | 45 |
| Fuso vertical (rpm) | 140 – 2100 | 110 – 2400 |
| Fuso horizontal (rpm) | 70 – 1600 | 50 – 1550 |
| Potência (HP) | 2 | 3 |
| Cone do fuso | ISO 40 | ISO 40 |
Tabela 3 – Características dos modelos de fresadoras combinadas disponíveis.
Ficou com dúvida sobre qual modelo se encaixa melhor na sua operação? Nossa equipe técnica pode te ajudar a comparar os modelos e encontrar a melhor opção para o seu processo. Converse com nossa equipe e descubra qual fresadora CLEVER é a ideal para o seu processo.
Para quais segmentos as fresadoras CLEVER são indicadas?
A linha CLEVER atende uma ampla variedade de setores. Oficinas de reparo e manutenção industrial usam tornos e fresadoras CLEVER para fabricar peças de reposição com agilidade. A versatilidade do equipamento permite atender demandas variadas sem a necessidade de múltiplas máquinas especializadas.
Ferramentarias se beneficiam especialmente da fresadora ferramenteira para produzir moldes, matrizes, punções e insertos com precisão dimensional. Já as fresadoras combinadas atendem bem oficinas no geral que necessitam de flexibilidade em um único equipamento.
O setor metal-mecânico em geral — incluindo fabricantes de peças automotivas, equipamentos agrícolas e componentes para mineração — também encontra nas fresadoras CLEVER uma solução adequada. A robustez da estrutura suporta ritmos intensos de operação sem comprometer a precisão.
Além disso, a CIMHSA fornece máquinas para instituições de ensino técnico, universidades e centros de formação profissional, o que reforça a reputação da linha CLEVER como referência no setor de usinagem convencional no Brasil.
O que considerar na hora de escolher sua fresadora?
O primeiro ponto é entender o tipo de peça que você vai usinar. O tamanho, o peso e a complexidade da geometria definem os cursos mínimos necessários, a capacidade da mesa e se você precisa de um cabeçote inclinável ou não.
O segundo fator é o volume de trabalho. Para lotes pequenos e variados, a fresadora ferramenteira ou combinada tende a ser mais vantajosa. Para operações repetitivas com maior volume, pode valer a pena avaliar a migração para um centro de usinagem CNC.
A escolha entre os tipos de fresadora (ferramenteira, universal e combinada) deve considerar, além da capacidade de peso na mesa e da capacidade de corte, os recursos disponíveis em cada máquina e os benefícios que eles proporcionam ao processo de usinagem.
Em alguns casos, como em ferramentarias voltadas à fabricação e manutenção de moldes e matrizes, a inclinação completa (lateral e frontal) do cabeçote móvel pode ser um requisito fundamental. Nessa situação, a fresadora ferramenteira se destaca como a melhor opção.
Por outro lado, na fabricação de peças mais leves, o giro da mesa e a presença do fuso horizontal podem ser mais relevantes do que a inclinação frontal do cabeçote. Nesse contexto, a fresadora combinada tende a oferecer o melhor custo-benefício.
Já em aplicações de usinagem mais pesada e com geometrias menos complexas, mas que exigem o uso dos fusos horizontal e vertical, a maior robustez estrutural da fresadora universal pode a torna a escolha mais adequada.
Todas as fresadoras convencionais CLEVER são fornecidas em conformidade com a NR-12, com dispositivos de proteção, sistemas de emergência e manual de operação inclusos. A garantia é de 12 meses contra defeitos de fabricação.
Outro ponto importante é o suporte pós-venda. Uma fresadora parada representa custo direto. Por isso, verificar a disponibilidade de peças de reposição e assistência técnica local é tão relevante quanto analisar as especificações do equipamento.
Por que adquirir uma fresadora CLEVER com a Róiz Máquinas?
A Róiz Máquinas atua como representante oficial da CIMHSA em Minas Gerais — empresa com mais de 45 anos de história e mais de 30.000 máquinas instaladas ao redor do mundo. Essa parceria garante acesso direto ao portfólio completo da linha CLEVER com suporte técnico especializado no estado.
Com quase quatro décadas de atuação no setor industrial, a Róiz combina conhecimento técnico profundo com atendimento personalizado. Isso significa que você não recebe apenas uma máquina — recebe orientação para escolher o equipamento certo e suporte durante toda a vida útil do equipamento.
Em quase 30 anos de representação, a Róiz já forneceu centenas de fresadoras CLEVER em Minas Gerais. Já trabalhamos com empresas de diferentes tamanhos e setores da indústria, sempre com muita satisfação dos clientes, que tiveram seus resultados impulsionados. A Figura 5 apresenta três fresadoras entregues pela Róiz Máquinas em diferentes cidades de Minas Gerais.

Figura 5 – Três fresadoras entregues em Minas Gerais pela Róiz Máquinas.
A disponibilidade de peças de reposição em território nacional elimina a dependência de importações e reduz o tempo de máquina parada. A CIMHSA mantém uma ampla estrutura no Brasil desde 1995, o que resulta em prazos de atendimento menores e custos operacionais mais competitivos para o cliente final.
Conclusão
A fresadora convencional é uma máquina-ferramenta essencial para oficinas e indústrias que trabalham com lotes variados, peças de reposição ou usinagens complexas que não justificam a programação CNC.
As operações que ela executa — fresamento plano, furação, abertura de chavetas, ranhuras e usinagens anguladas — cobrem a grande maioria das demandas do setor metal-mecânico, em materiais que vão do aço ao plástico.
A linha CLEVER oferece três perfis complementares, cada uma com capacidades, recursos e movimentos que atendem a diferentes demandas de usinagem. A ferramenteira e a combinada com a versatilidade da inclinação do torpedo e do cabeçote. A universal e a combinada com a versalitidades do fuso horizontal, alem do fuso veritical.
Os segmentos que mais se beneficiam incluem ferramentarias, oficinas de manutenção, fabricantes de autopeças e prestadores de serviço de usinagem — todos com demandas que as fresadoras CLEVER atendem com robustez e confiabilidade.
Na hora de escolher, o tipo de peça, o volume de trabalho e a disponibilidade de suporte técnico local são os critérios que mais pesam. Por fim, adquirir com um representante especializado como a Róiz Máquinas garante orientação técnica, suporte pós-venda e as melhores condições comerciais disponíveis no mercado mineiro.
Pronto para dar o próximo passo? Fale com a Róiz Máquinas e converse com um especialista sobre a fresadora convencional CLEVER ideal para a sua realidade.